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I - Idéia de Projeto Nacional |
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Neste início de um novo século, os temas nucleares do projeto
nacional brasileiro adquirem novas dimensões e perspectivas. O quadro
atual do País caracteriza-se pelo desastre da política de inserção
subordinada ao mercado internacional, agravado pela dissolução da experiência
globalizadora com a falência notória do neoliberalismo monetarista,
tanto nas economias centrais em recessão declarada como, particularmente,
na periferia inviabilizada e inadimplente .
A
recessão mundial continuada, sem perspectiva de recuperação, indica a
falência do modelo fundado na internacionalização das economias periféricas.
Nos países latino-americanos, as políticas recessivas de ajuste fiscal,
recomendadas pelo FMI-BIRD para o pagamento das dívidas, já atingiram
uma situação limite. irreversível. O ciclo de empréstimos,
financiamentos e investimentos externos terminou, tornando-se incompatível
com a manutenção dos contratos relativos à dívida.
O
fenômeno acumulativo de desintegração da economia globalizada produziu
nas economias reflexas da América Latina resultados decisivos que apontam
para um impasse histórico.
A
idéia de um projeto nacional de desenvolvimento autocentrado, fundado na
autonomia estatal, isto é, orientado para desenvolvimento interno
relativamente autônomo, como condição de cidadania e de sobrevivência
econômica da nação, tem sido uma constante do pensamento brasileiro
esclarecido e uma aspiração permanente da nacionalidade. No presente
momento, constitui uma alternativa, talvez a única, para a reconstrução
nacional. Sua implementação depende da vontade política da nação, já
que se trata de fato político de profundas implicações na economia, no
ordenamento social e nas relações de poder tanto internas como externas.
A idéia de uma nova estratégia de desenvolvimento autocentrado em países
como o Brasil implica numa outra lógica da questão econômica,
desvinculada dos padrões e normas do capitalismo mundial.
Para o Estado, constitui, também, uma estratégia de poder, que
engloba toda a sociedade, independentemente da noção de classes.
A
palavra projeto vincula-se à idéia de projeção no tempo, mas
apresenta, no caso, uma função conceptual de realidade presente e de ação
imediata. Aproxima-se e muitas vezes é confundida com modelo normativo ou
com padrão, que é a forma característica que toma a instituição de
uma economia e mesmo de uma cultura. Para Celso Furtado em “Teoria Política
do Desenvolvimento Econômico” o modelo econômico é “um conjunto
coerente de relações entre dados passíveis de expressão quantitativa
capaz de explicar o funcionamento de uma unidade econômica simples ou
complexa”. Ainda em economia, o modelo pode ser um padrão de acumulação
de capital, ou uma arquitetura socio-econômica e política. A
autodeterninação estatal, a acumulação interna de capital e o
planejamento estratégico constituem a pedra angular da lógica dos
modelos nacionais na alocação de recursos escassos para as prioridades
infra-estruturais.
Dada
a natural polissemia das palavras usadas em diferentes contextos há
autores que consideram o modelo como sinônimo de sistema (ou regime), o
qual tanto pode ser uma
teoria, uma norma, um discurso ou um conjunto de idéias estruturadas em
função de determinado objetivo.
A
palavra sistema, empregada em sociologia e em ciência política,
compreende um conjunto de elementos interdependentes, ou ainda a
totalidade dos elementos em interação. Basicamente, trata-se da elaboração
de uma ideologia no sentido de discurso estrutural assumido ou de construção
racionalizante de interesses e valores nacionais.
A
nossa tese não ignora as dificuldades reais e crescentes de tomada de
decisões soberanas dos governos dos Estados nacionais dependentes, em razão
do aprofundamento da internacionalização econômica e financeira e do
alinhamento ideológico dos estratos dirigentes ao modelo hegemônico. Porém,
dentro do padrão atual de funcionamento do capitalismo imperial, a nação
continuará à deriva.
Se
no Império o projeto político residiu na unidade territorial, na manutenção
das fronteiras físicas, na República o modelo inspirado na filosofia
positivista teve peso específico no pensamento militar da jovem
oficialidade em oposição ao liberalismo neocolonial descontextualizado
das velhas oligarquias agrárias, visceralmente ligadas aos mercados e
capitais internacionais.
Durante
os governos de Getúlio Vargas implantou-se um projeto de larga visão
estratégica com base na reformulação do Estado e o conjunto de suas
instituições. Juscelino Kubitschek , que chegou a romper com o FMI na
segunda metade dos anos 50, apostou no crescimento associado ao capital
estrangeiro, plano que foi desdobrado no segundo PND do governo Ernesto
Geisel e destruído sistematicamente no curto governo Collor e nos dois
mandatos de FHC. O Plano Real só se sustentou enquanto existiam empresas
públicas para privatizar sofregamente, com os valores reduzidos dos seus
ativos e financiamento do BNDES, lesando o presente e o futuro da economia
nacional. O câmbio artificialmente administrado alimentou o déficit
externo e maior endividamento do setor público, que atinge a casa dos R$
650 bilhões.
A
erradicação das políticas de desenvolvimento nacional provocou grave
retrocesso na economia, particularmente no setor industrial, aumentando a
internacionalização do País. As privatizações no setor público
estratégico (que funcionava como poderoso escudo de autodefesa contra os
oligopólios transnacionais), comprometeram gravemente a segurança econômica
do País.
O
enunciado das bases de um projeto nacional ou de um novo modelo socioeconômico
requer a conceituação do subdesenvolvimento periférico como categoria
histórica. Essa condição não pode ser entendida como produto ou
reflexo exclusivo de suas características étnicas, sociais, culturais ou
políticas. O conhecimento histórico avaliza a tese de que a dependência
contemporânea dos países do Terceiro Mundo é decorrente não apenas das
suas estruturas internas como é, basicamente, resultante
das relações políticas e econômicas, passadas e presentes,
entre a periferia e os países metropolitanos.
As
relações de tipo colonial e a satelitização contemporânea às potências
hegemônicas criaram, ao longo do tempo, um quadro psicossocial de
conformismo político de desidentificação nacional, que se alicerça,
atualmente, na cultura de massa consumista e na ausência de proposta
renovadora. O espaço da opinião pública passou a ser constituído e
controlado pelo círculo oligopolista da mídia eletroeletrônica e da
imprensa escrita. A mídia e o marketing constituem a própria ideologia
do neoliberalismo globalizado.
A
noção de desenvolvimento é obscura, porém os historiadores consideram
que remonta ao final do século XVII, conjuntamente com a idéia de poder
nacional, de justiça, de respeito aos direitos fundamentais da pessoa
humana, da liberdade e do bem estar social. Daí acreditar-se que o
desenvolvimento tem sua origem na ideologia do “progresso forjado”,
isto é, criado e implantado no século das luzes. A crença de que o
progresso avançaria de maneira generalizada, pelos menos nos países
europeus, estendendo-se posteriormente para todo o planeta, foi contestada
já nos séculos XVlll e XlX. A visão iluminista do progresso econômico
e tecnológico não eliminou o subdesenvolvimento de três quartas partes
da humanidade. A falaciosa “modernização” globalizada consiste na
derradeira tentativa de manter a estrutura central com o sacrifício do
seu entorno. “Modernização” é um epifenômeno que não pode ser
confundido com o desenvolvimento, pois nunca atinge mais de 15 % da população,
aguçando as contradições
sociais, cindindo a nação em pólos antagônicos, de um lado o do
consumo conspícuo e, do outro, a impossibilidade de consumo de bens básicos
em contingentes majoritários da população. O transplante para o País
da tecnologia avançada das transnacionais, que operam sob a forma de
oligopólios, significa que o desenvolvimento endógeno é praticamente
anulado. O novo conceito de desenvolvimento na sua forma orgânica é
total e complexo, englobando aspectos políticos, institucionais, econômicos,
sociais, organizacionais, tecnológicos, culturais e educacionais.
Compreende o planejamento estratégico como base de todo o sistema
nacional. A acumulação de capital e a expansão do mercado interno para
o incremento da renda total e “per capita” são dados essenciais. A
afirmação do governo atual que a concentração não interfere na exclusão
social e na pauperização do mercado interno vale por cínica e impudente
heresia sociológica. Desde 1980, até o presente, o crescimento da renda
da maioria da população esteve congelado, senão sofreu decréscimo em
contraposição ao exponencial aumento da receita das grandes empresas e
da renda das “elites”. Subsiste uma relação assimétrica e antagônica
entre o crescimento da renda no Brasil e o empobrecimento da população,
acompanhado do natural enxugamento do mercado, o que compromete gravemente
a necessária acumulação interna.
O
projeto nacional, portanto, deverá abordar os pontos nevrálgicos da
problemática nacional brasileira, quais sejam:
Esses
pressupostos não podem ser examinados isoladamente, pois integram um todo
solidário em suas manifestações. Daí que o novo modelo rejeita as práticas
do academicismo formal, comprometido com a lógica da política
monetarista hegemônica. A eleição presidencial de 2002 coloca a nação numa encruzilhada: mudar o modelo transnacional, cuja conseqüência destrutiva ainda não pode ser precisamente avaliada tanto no presente como para o nosso futuro, ou permanecer na linha de sombra do capitalismo mundializado em crise.
Diante
da ausência de propostas orgânicas no cenário político da sucessão de
2002, impõe-se, como exigência da nação, a formulação de um conjunto
de idéias articuladas, ou seja um novo modelo passível de promover mudanças
estruturais no País, a despeito das imensas dificuldades e limitações
para um empreendimento dessa natureza, considerando-se a constelação
dominante de forças externas e internas e a dispersão das forças de
oposição ao “establishment”.
Nosso
objetivo está em oferecer ao debate nacional os fundamentos de um projeto
suprapartidário, que transcendam as limitações eleitorais dos partidos.
O equilíbrio precário e mutante do poder poderá oferecer determinadas
brechas para o alinhamento em torno do mesmo.
As
bases de um projeto nacional, na hora presente, terão obrigatoriamente de
pautar-se por uma nova concepção de desenvolvimento implicando numa
decisão política soberana e na busca de estratégia alternativa ao
programa neoliberal globalizante imposto pelos EUA e instituições
internacionais. A defesa contra as condicionalidades externas é
pressuposto básico. Importa analisá-las historicamente e observar os
seus resultados, que respondem pela extrema vulnerabilidade externa do País,
tanto no plano político- ideológico como econômico, financeiro e
social. O problema do subdesenvolvimento é também sociológico, pois
consiste num processo total envolvendo a mudança das estruturas sociais,
que impedem internamente o desenvolvimento tanto pela adesão dos estratos
dirigentes à ideologia do capitalismo central como pela inércia do povo
ausente na tomada de decisões. As condicionalidades externas de que nos
tornamos reféns referem-se ao alinhamento ideológico à política hegemônica
do império estadunidense e às imposições da constelação de
organismos internacionais, a
exemplo do FMI,BID, BIRD,OMC e OCDE, que respondem pela inviabilização
histórica das nações periféricas e, particularmente, do Brasil. Com os
acordos já firmados com esses organismos, o País transformou-se num
campo aberto à predação internacional (cerca de 85% dos investimentos
ocorridos nos últimos dez anos foram de aplicações financeiras voláteis),
o Estado/governo abdicou das prerrogativas nacionais e anulou sua
capacidade de investimentos básicos. O professor José Luís Fiori
constata que no governo brasileiro “proíbe-se, automaticamente, o uso
de qualquer tipo de controle do movimento de capitais, investimentos e
remessa de lucros e dividendos e, obviamente, de qualquer tipo de política
industrial ou comercial. Compromete-se, além disso, com a automática
elevação das taxas internas de juros, em caso de perda de reservas,
delegando ao FMI o controle “informal” e mensal da política monetária
e o controle trimestral da política fiscal. Aceita-se ainda repassar para
o FED, o banco central estadunidense, o controle de suas reservas, caso
elas caiam até a casa dos 20 bilhões de dólares, como forma de evitar
que o Brasil repita o caminho seguido pela moratória russa. O país fica
dispensado de fazer ou controlar sua política monetária, fiscal,
comercial e industrial. Seria ingenuidade querer que tivesse, nessas condições,
uma política externa autônoma” ([1]).
São
as estruturas dos países hegemônicos que determinam o sistema econômico
globalizado e modelam as estruturas dos países periféricos. O grau de
pressão suportado por uma economia nacional nas relações internacionais
é que determina sua posição no mercado mundial. As nações que
participam do sistema de interdependência podem e devem conservar sua
determinação estatal, desde que tenham conservado o poder de decisão
interno e estejam dispostas a defender os interesses nacionais. Lord
Keynes já alertava para o perigo que corriam os países subdesenvolvidos
com o transplante dos modelos econômicos do capitalismo central. O
conhecimento histórico de cada região ou país e da sua realidade
presente torna-se indispensável para a busca de sua concepção de
desenvolvimento em função do interesse dessas sociedades. Para Max
Weber, o conceito de nação e de interesse nacional é “o limite da
perspectiva política e ao mesmo tempo constitui o seu valor final”. O
centro da economia globalizada ainda está constituído por Estados
nacionais que conferem prioridade aos seus objetivos estratégicos.
A
questão nuclear resume-se, pois, na definição do grau de autonomia que
desejamos e conseguirmos.
Quanto maior for a integração econômica, política e ideológica ao
sistema mundial, maior será a subordinação às regras do jogo impostas
do exterior. Nesse sentido, a política interna deverá ser prioritária,
na medida que atenda aos postulados do interesse nacional, que condicionam
o desenvolvimento autocentrado e novo ordenamento político e social.
O
Brasil ostenta condições materiais básicas para encontrar o seu próprio
caminho, diagnosticando suas necessidades vitais, seguindo suas aspirações
seculares de independência e seus valores próprios, rejeitando a cultura
do consumo ocioso do mercado elitizado (as elites periféricas permanecem
como reforço dos núcleos dominantes) em favor das necessidades básicas
de três quartas partes marginalizadas da população. Somos uma nação
que possui escala territorial e populacional para a indústria, comércio
e agricultura, recursos naturais abundantes, grau relativo, porém sustentável
de tecnologia, força de trabalho suficiente e capacidade de produção
para atender o mercado interno e exportar o excedente. Apresenta,
portanto, condições efetivas de suficiência para o exercício da
autodeterminação e para desempenhar papel significativo de poder nas
relações geopolíticas em toda a América Latina e nos demais países do
Terceiro Mundo, particularmente na imensa área do Atlântico Sul.
O
modelo aberto, adotado particularmente desde o Consenso de Washington,
resultou num formidável desastre para os países latino-americanos. O
caso da Argentina é exemplar. O tipo de crescimento supostamente induzido
pelo mercado (particularmente pelo capital externo) vincula-se a uma
concepção extremamente estreita em função do rentismo internacional e
do seu paradigma monetarista. A performance econômica do País não pode
ser avaliada em função dos recursos fiscais para o pagamento das dívidas
externa e interna nem na presumível confiança dos investidores
externos ou das suas reservas internacionais. Seu referencial está
no crescimento do mercado interno, nos índices de desenvolvimento humano,
no emprego máximo, de maneira a permitir aos brasileiros condição econômica
e política de acesso à cidadania e às responsabilidades quanto à sorte
da nação entendida como sujeito coletivo.
Reconhece-se
a dificuldade e limitação da política de desenvolvimento autônomo no
sentido socioeconômico sem uma mudança fundamental na ordem econômica
internacional, aliás já proposta pelos países do Terceiro Mundo em
busca do equilíbrio na distribuição do poder econômico, político e
militar. Trata-se da Resolução da ONU 3221 (XXlX), aprovada na pela
Assembléia Geral da ONU, em dezembro de 1974, tendo o Brasil como um dos
signatários, intitulada “Declaração e Programa de Ação para o
Estabelecimento de uma Nova Ordem Internacional”. A Resolução decorreu
de reflexão sobre o sistema de poder mundial atualmente centrado nos EUA,
propondo uma contrapartida à dominação polarizada. Os poderes da ação
hegemônica, na sua fase técno-industrial avançada, estão estruturados
e organizados em sistema. Pela sua própria natureza eles são
centralizados e atendem ao exclusivo interesse dos oligopólios e da
estrutura financeira internacional.
Dessa forma, o poder, econômico e político, é exercido a partir de um
centro dominante que dita o paradigma a ser seguido pelas periferias no âmbito
dos Estados nacionais. Os Estados hegemônicos buscam manter a ordem
internacional estabelecida, pois nela reside o seu poder. Teoricamente, as
mudanças significativas só poderiam partir das periferias fragilizadas e
segmentadas, o que não acontece. Porém, a coexistência de poderes tão
desiguais no universo globalizado só poderá
ser provisória e instável levando a uma situação de permanente
conflito. Esses países terão de conscientizar-se das trágicas
desvantagens em aceitar o jogo do imperialismo, suas regras e seus
modelos. Que o seu destino não é o de permanecer eternamente na órbita
das economias hegemônicas e que não poderão repetir o processo histórico
das atuais potências dominantes nem a sua lógica econômica.
No
plano econômico, a história confirma, a cada passo, a falsidade da
teoria de que o progresso dessas nações depende da amplitude dos
investimentos privados do centro. A acumulação interna de capital, no
caso brasileiro – necessária ao desenvolvimento autosustentado -, nunca
poderá ser feita por essa via de disfarçada exploração econômica. Ao
capital internacional está reservado papel complementar numa economia
nacional direcionada pelo Estado. O Brasil conta com um potencial de
recursos ociosos, tanto em equipamentos industriais como na agricultura e
em mão-de-obra, inclusive especializada. Esse é seu maior capital oculto
e subutilizado para o novo modelo de desenvolvimento. A cooperação
externa, dependendo dos objetivos do planejamento nacional,
indubitavelmente poderá contribuir para o desenvolvimento, melhorando o
equilíbrio mundial entre nações centrais e periféricas, porém não
integra a natureza e a lógica do capitalismo hegemônico oligopolizado na
sua versão neoliberal e globalizadora.
O
Estado tem um papel predominante nesse projeto, sendo o único ator que
pode encaminhar uma mudança de modelo. Mencionamos alguns pontos programáticos
de significativa importância para o desenvolvimento autocentrado,
contemplando prioritariamente o mercado interno e a independência com
relação às matrizes financeiras.
Basicamente,
o novo modelo semi-aberto tende a apoiar-se em algumas premissas:
1. A superação do modelo transnacional que norteou os últimos
governos;
2. A reestruturação das dívidas externa e interna como condição
necessária para o desenvolvimento;
3. Nova concepção política de desenvolvimento, que contemple a nação
em sua totalidade e assegure as prerrogativas nacionais em seu processo de
acumulação de capital;
4. O planejamento estratégico (e não a ficção do mercado) como
condição para o desenvolvimento autocentrado;
5. O princípio dos interesses nacionais vitais na política externa
sem engajamentos automáticos e sem reduzir-se à mera heteronímia dos
interesses econômicos e geopolíticos das nações hegemônicas; 6. A restituição dos direitos sociais e a adoção de políticas públicas de máximo emprego; 7. A ocupação dos grandes espaços vazios do território mediante a implantação de infra-estrutura física e social. [1] Fiori, José Luís. O Brasil no Espaço, Rio de Janeiro, Editora Vozes,2001, p.33. |
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Luiz Toledo Machado é professor universitário, doutor em Ciência
Política e autor de conceito de Nacionalismo, Formação do Brasil e
Unidade Nacional, O Preço do Futuro, Concepções Políticas do Estado e
da Questão Nacional nos Séculos 19 e 20. Mito e Realidade das Doutrinas
Políticas, entre outros. email: luiztmachado@ig.com.br |
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