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Dizem as lendas que o açúcar sólido, obtido pela evaporação do caldo de cana foi descoberto na Índia, lá pelo século III. Mas foram os povos árabes que o introduziram em grande escala na alimentação, inventando as amêndoas e nozes açucaradas, os doces de figo e laranja e os marzipans. Ao conquistar a península ibérica, no século XV , levaram com eles a cana de açúcar, juntamente com muitas das árvores que davam as frutas utilizadas nos doces. De Portugal e Espanha a cana de açúcar veio para as Américas pela mão dos conquistadores. No Brasil, a cana foi o esteio da economia durante a colônia e ainda hoje é um dos principais produtos agrícolas do País, principalmente em Pernambuco, Alagoas e interior do Estado de São Paulo. Segundo Gilberto Freire "o açúcar adoçou tantos aspectos da vida brasileira, que não pode ser separado da civilização nacional". Doçura é sinônimo de meiguice. É doce o que é bom, agradável. Não há festa ou comemoração sem doces, muitos doces. O açúcar mais consumido entre nós é o açúcar branco, refinado. Para a preparação de doces e compotas usa-se também o açúcar cristal , que é o açúcar branco sem refinar. Alguns doces tradicionais pedem o açúcar mascavo ou a rapadura, derivados do caldo da cana sem refinar. Muitos dos doces hoje considerados tradicionalmente brasileiros são de origem portuguesa. Conta-se que nos conventos era costume utilizar a clara de ovo para engomar os impecáveis hábitos brancos das freiras, e como sobravam muitas gemas, as religiosas começaram a fazer quindins, bombocados, pudins, papos de anjo, manjar do céu, e tantas outras delícias que levam uma infinidade de ovos. Verdadeiras donas das cozinhas das fazendas, as negras quituteiras foram incorporando à tradição lusitana de preparar doces as frutas nativas, a farinha de mandioca, o fubá, a abóbora, o cará, a banana, enriquecendo grandemente o repertório de sobremesas. Depois, os imigrantes de outras nações européias foram contribuindo para a variedade da confeitaria brasileira com as mousses, os sorvetes, as "bavaroises" e "charlottes", os "suguli", os "crustoli", os "apfellstrudels", e tantas outras delícias. De uns tempos para cá, o açúcar tem sido considerado um dos grandes vilões da silhueta, principalmente feminina, sendo completamente banido dos regimes de emagrecimento. Seu valor nutritivo é considerado muito baixo, seu alto teor de calorias é considerado como "calorias vazias". Os adeptos de uma alimentação natural consideram o açúcar refinado um verdadeiro veneno e recomendam o uso de açúcar mascavo ou melado para a confecção de doces. Mas, apesar disso tudo , os doces continuam sendo as sobremesas preferidas por crianças, jovens, adultos e idosos e consumidos em larga escala em todas . Com açúcar podemos fazer balas, bolos, tortas, biscoitos geleias, compotas, doces de massa, pudins, mousses, sorvetes, gelatinas, glacês, etc, etc...
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